FIEC apela ao investimento em Construção
Depois de um encontro com representantes da FIEC, a ala liberal e democrática do Parlamento Europeu propôs à nova Comissão Europeia a definição de uma estratégia específica para o sector da Construção, com particular enfoque nos preços dos materiais de construção, no acesso a financiamentos e nos investimentos na chamada "economia verde".

"O sector da Construção é o barómetro da economia no seu conjunto. Quando a Construção está bem, tudo está bem", declarou o deputado europeu belga Guy Verhofstadt, líder do grupo parlamentar ADLE-Aliança Democrática e Liberal Europeia, após um encontro recente com representantes da FIEC-Federação da Indústria Europeia da Construção e durante a qual o presidente desta entidade sublinhou as dificuldades e a importância da Construção na economia mundial. "A actual crise económica global está a atingir severamente o nosso Sector, que representa cerca de 11% do PIB europeu, três milhões de empresas, na sua maioria PME's, e mais de 16 milhões de empregos directos", precisou Dirk Cordeel, tendo acrescentado que "é preciso não esquecer, a despeito da crise, que as necessidades de investimento em matéria de eficácia energética e de infra-estruturas são reais e imperiosas a fim de garantir crescimento e emprego para o futuro. É por isso que exortamos os políticos de todos os partidos e de todos os níveis a garantirem que estes investimentos sejam efectivamente realizados e não sacrificados por razões de ordem orçamental ou de estratégia eleitoral", finalizou.

Aspectos chave

Em resposta ao apelo da FIEC, para além da necessidade de restaurar a confiança na economia e, em particular, nos mercados financeiros, Guy Verhofstadt reconheceu o papel chave que o sector da Construção desempenha na economia europeia e propôs que a nova Comissão elabore uma estratégia específica para a indústria da Construção que tenha particularmente em atenção: o estabelecimento de uma estratégia à escala europeia para os preços dos materiais de construção, à semelhança do que actualmente sucede nos EUA e na China; um acesso mais facilitado aos fundos da UE e empréstimos do BEI para os projectos de construção, sobretudo de infra-estruturas; o aumento dos recursos orçamentais da UE a favor das PME's do Sector; um enfoque especial nos novos Estados-membros, que ainda ostentam grandes carências em matéria de infra-estruturas de base; a promoção de investimentos na designada "economia verde", que constitui, por um lado, prioridade, e por outro, oferece igualmente uma grande oportunidade à indústria da Construção, nomeadamente em termos de investimento na eficiência energética dos edifícios e das redes de infra-estruturas verdes e de que são exemplo as Redes Transeuropeias para os Transportes e a Energia.
"O fim da recessão não significa o início da retoma e é por isso que é necessário agir", sublinhou, em conclusão, Guy Verhosfstadt.
 
 
Versão para Impressão
Enviar por Email
 
 
     
 
 
Para aceder às áreas reservadas necessita autenticar-se
Utilizador
Password
Desejo obter um registo
 
 
 
 
Um novo ciclo político >>>
Mais descontos para a Segurança Social a partir de 2010 >>>
Governo acolhe pretensão da AECOPS e baixa rácios de capacidade económica e financeira >>>
Salão Imobiliário de Portugal em busca da democratização >>>
Quarta linha de crédito PME com mais 600 milhões >>>
Empresas devem reclamar restituição de descontos indevidos para a Caixa Geral de Aposentações >>>
Investimentos públicos devem prosseguir com vitória do PS nas legislativas >>>