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Construção responde por aumento da taxa de desemprego |
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O INE e o IEFP acabam de publicar as suas análises referentes ao desemprego em Portugal, onde as notas dominantes são, por um lado, o aumento da taxa de desemprego nacional para 9,8 por cento, ou seja, a mais elevada dos últimos 26 anos e, por outro lado, o acréscimo homólogo de 69,0 por cento no final de Outubro do número de desempregados na Construção, o que não deixa dúvida de que este sector é o grande responsável pela actual situação do mercado de trabalho.
O número de desempregados em Portugal era, no final do terceiro trimestre de 2009, de 548 mil indivíduos, o que representava um aumento de 26,3 por cento face ao mesmo período do ano passado e de +7,9 por cento comparativamente com o trimestre imediatamente anterior. Em consequência, refere o INE - Instituto Nacional de Estatística, a taxa de desemprego, que era de 7,7 por cento no terceiro trimestre de 2008 e de 9,1 por cento no segundo trimestre deste ano, subiu para 9,8 por cento, levando já o Primeiro-Ministro, José Sócrates, a assumir a possibilidade de ela poder chegar aos dois dígitos no final do ano. Um dos principais responsáveis pelo aumento do desemprego em Portugal é o sector da Construção, a avaliar pelos dados agora disponibilizados pelo INE e também pelo IEFP - Instituto de Emprego e Formação Profissional. Segundo o INE e dos três grandes sectores económicos - primário (agricultura e pescas), secundário (indústria, construção, água e energia) e terciário (serviços) - o secundário é aquele que apresenta a evolução global mais desfavorável no que se refere ao desemprego em Portugal, com acréscimos de 44,0 e de 6,0 por cento no número de desempregados face ao terceiro trimestre de 2008 e ao segundo trimestre de 2009. Os valores do INE respeitantes ao emprego no sector secundário, que caiu 7,0 por cento em termos homólogos no terceiro trimestre deste ano, confirmam a evolução negativa neste mercado de trabalho, onde a Construção tem um peso significativo. Assim, enquanto o número de trabalhadores no sector da Construção ascendia a 503 mil no terceiro trimestre de 2009, representando um decréscimo de 10,0 por cento face a igual período de 2008 (559 mil), na indústria transformadora a queda do emprego foi de apenas 4,7 por cento. Comparativamente com os outros grandes sectores económicos, foi no da Construção que se registou a maior quebra no emprego. Na agricultura, a redução homóloga no número de trabalhadores foi de 3,8 por cento e nos serviços de 1,6 por cento. Contribuição de 13 por cento A análise do IEFP relativa ao mercado de emprego no final do mês de Outubro aponta também para uma contribuição muito significativa do sector da Construção para o total do desemprego no País. Assim, dos 458 mil indivíduos inscritos nos Centros de Emprego, 60 mil são oriundos do sector da Construção, o que traduz 13,0 por cento do total, ou seja, o valor mais elevado entre todas as actividades económicas. Em termos de variação homóloga, é também na Construção que se regista o maior acréscimo do desemprego no final de Outubro: 68,9 por cento, m seguindo-se a indústria extractiva com +57,7 por cento e a indústria de madeira e de cortiça com +54,8 por cento. |
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