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Construção de hotéis cresce em Lisboa |
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De acordo com os projectos e as intenções de investimento que têm sido apresentados nos últimos meses, até 2010 só a cidade de Lisboa terá cerca de 40 novas unidades hoteleiras. Segundo um levantamento efectuado pelo Turismo de Lisboa, esta tendência para o crescimento da oferta hoteleira tem sido observada de modo consistente ao longo dos últimos 15 anos. O referido estudo adianta que, entre 1990 e 2005, a oferta hoteleira na capital cresceu 113 por cento, com particular incidência nas unidades com a classificação de quatro estrelas. Em termos de localização, as zonas mais centrais de Lisboa, como o eixo entre o Marquês de Pombal e o Terreiro do Paço, com destaque para a Avenida da Liberdade, bem como a da República e o Campo Pequeno, continuam a reunir as preferências dos investidores. Um dos próximos hotéis a inaugurar pertence ao grupo Olissipo e situar-se-á no Parque das Nações. Para os próximos anos, este grupo tem ainda prevista a abertura de outras duas unidades, uma no Rossio e outra no Campo Pequeno. Apesar do número de novas unidades a construir de raiz, nos anos mais recentes a tendência de instalar hotéis em edifícios antigos recuperados tem ganho evidência. Assim e entre os diversos projectos planeados, destacam-se uma unidade do grupo Hotéis Real, que está a projectar a recuperação de um palacete do século XVIII em S. Pedro de Alcântara, para ali instalar um hotel de charme com 65 quartos, e outra do grupo VIP, para o antigo edifício da RTP, na Avenida 5 de Outubro.
26 milhões em requalificação
Entretanto, o Grupo Hotéis Alexandre de Almeida está a preparar um investimento da ordem dos 26 milhões de euros, até 2007, para a requalificação e modernização de cinco das seis unidades de que é proprietário. Entre eles, contam-se: o Hotel Bussaco, cuja intervenção está dependente do processo de renegociação da concessão com o Estado; o Hotel da Curia, cuja intervenção prevista levará a uma redução de 114 para 100 quartos, de forma a melhorar as condições de conforto e a possibilitar a construção de um spa e de um centro de congressos; e o Hotel Metrópole, em Lisboa, cujo projecto defende a ocupação de um edifício contíguo. De um modo geral, os projectos de requalificação envolvem a instalação de novos equipamentos e a criação de novos serviços, nomeadamente relacionados com o lazer e o bem-estar.
"Acabar" o CCB
Ainda no âmbito da hotelaria, a zona de Belém poderá também contar com uma nova unidade, se for concretizado o plano em estudo para os terrenos do Centro Cultural de Belém (CCB). De facto e decorridos 14 anos sobre a inauguração do CCB, o actual Conselho de Administração está a estudar as diferentes possibilidades de conclusão do empreendimento. O projecto original, de autoria dos arquitectos Vittorio Gregotti e Manuel Salgado, previa, para os 3.000 m2 de terreno ainda vagos, a construção de um complexo hoteleiro de luxo com 134 quartos, diversos espaços para reuniões, quatro salas de cinema e um centro comercial. No entanto, e após a derrapagem nos custos de construção do CCB, orçado inicialmente em 32,5 milhões de euros e cujo custo final totalizou os 200 milhões, o Governo de então inflectiu a sua posição sobre a execução do resto do projecto, chegando mesmo a colocar a hipótese de abrir um concurso para a venda dos direitos de superfície dos terrenos. Actualmente, o CCB ocupa três módulos dos cinco originalmente projectados, correspondendo a 97.000 m2 de área.
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